41.º Portugal Fashion esteve de volta a Lisboa e ao Porto com ideias para a próxima estação

41.º Portugal Fashion esteve de volta a Lisboa e ao Porto com ideias para a próxima estação

Também as malhas marcaram presença no Portugal Fashio deste ano e a Trimalhas não podia faltar. O Portugal Fashion voltou a cumprir a tradição e, antes de rumar à cidade Invicta, esteve em Lisboa. Na capital, cinco criadores apresentaram as suas propostas para a próxima estação num dos grandes armazéns industriais do Poço do Bispo.

As novas coleções primavera/verão 2018 de Pedro Pedro, Carlos Gil, Luís Onofre, Alves/Gonçalves e da marca TM Collection abriram, no dia 14 de outubro, em Lisboa, a 41.ª edição do evento de moda.

Durante esta edição, que se dividiu entre o Armazém 16, na zona ribeirinha de Lisboa, no sábado, e depois no Porto, entre os dias 19 e 21 de outubro, ocorreram um total de 23 desfiles nas passarelas principais das duas cidades, com coleções de 17 criadores, cinco marcas de vestuário e seis marcas de calçado.

Claro que a Trimalhas não podia deixar de marcar presença no evento e, já que tudo é para nós uma inspiração, não nos escapou nem o mais pequeno dos pormenores. Fomos à descoberta de conceitos, procurámos saber qual a linguagem de cada peça apresentada e, através das diferentes abordagens de cada designer, quisemos tentar perceber o que poderia surgir nas novas tendências para 2019.

Lisboa: a 41.ª edição em dose dupla


No primeiro dia, o público assistiu de perto às coleções de Pedro Pedro e Carlos Gil que já haviam apresentado as suas colecções em Milão. De destacar, respectivamente, são os seus regressos ao streetwear dos anos 80 e ao conceito de selva tropical em formato desportivo.

Marcante foi também o regresso a Lisboa, ao fim de 10 anos, de Luís Onofre. A sua coleção de sapatos inspirada nos povos da Mesopotâmia tem como grande destaque o uso de cristais.

Porto: o destaque para os jovens designers

Já no Porto, o primeiro dia foi dedicado aos novos talentos da moda nacional (Bloomers). Inês Torcato e Beatriz Bettencourt foram duas das designers que viram as suas peças desfilar na passerelle do Museu do Carro Eléctrico.

Inês Torcato desconstruiu peças de alfaiataria para homem e mulher que se ligam quase como espelho umas das outras. Já Beatriz Bettencourt apresentou uma coleção feminina, mas ao mesmo tempo rebelde, com peças de diferentes texturas, padrões e épocas.

Estes foram momentos aos quais dedicamos grande parte da nossa atenção, visto considerarmos importante essa procura de inspiração junto destes que são criadores jovens e emergentes no contexto nacional.

Foi depois a vez de Katty Xiomara nos levar numa viagem até Miami Beach nos anos 60. As cores dos coordenados combinavam com as das paredes, pintadas propositadamente para o efeito. A feminilidade, já fiel a si mesma, foi notável no uso de rendas, folhos, transparências, mangas balão e tecidos fluídos, o que resultou em silhuetas simples e soltas. A estilista recorreu a desenhos de paraquedas e flamingos para invocar o ambiente de Miami Beach que deu nome à colecção.

Um dos pontos altos do segundo dia foi, claro, a celebração dos 10 anos de carreira de Diogo Miranda. A colecção apresentada, inspirada nos cisnes, favorecia a silhueta feminina e prendia-se numa paleta de cores entre o cinza, o branco, o preto e o rosa.

Sem esquecer todos os restantes criadores, referimos mais um momento para finalizar. Novamente o sportswear ou o athleisure estiveram presentes. Desta vez com Luís Buchinho e Hugo Costa que apresentaram, um de cada vez, as suas peças de estilo mais desportivo e de tecidos mais técnicos, mas que podem ser usadas em ocasiões mais formais, se bem combinadas. 

Designs muito diferentes e um role de inspirações

Encontrámos desde designs minimalistas a outros mais maximalistas. No entanto, imperaram as roupas leves, soltas e de sentido prático, o que nos remeteu para a sua utilidade e conforto. Não tivesse sido o sportswear o estilo com a presença mais marcante durante estes quatro dias. 


Não estará, por esse e outros motivos, a sustentabilidade a assumir um papel fundamental no mundo da moda? Pelo que vimos e analisámos, entendemos que sim!

Falando agora das tonalidades mais evidentes, sem dúvida que foram os amarelos, os azuis e os vermelhos fortes. A seu lado, e como não podia deixar de ser, as tonalidades básicas como o branco, verde tropa e o preto.

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